A Brownie foi minha segunda Border Collie. Foi adquirida de maneira precipitada, porque eu queria uma Border marrom e na época não era tão comum assim. Um colega teve uma ninhada em que nasceu uma fêmea marrom, me convidou para ver e então não resisti. Reservei a filhota.
Atitude impensada, não exigi laudo de displasia dos pais, apenas conheci os pessoalmente e pude constatar que não apresentavam nenhum problema aparente (ambos trabalhavam com bois, no pastoreio).
Mas aos 6 meses Brownie deixou de ser uma típica filhote de Border Collie. Ficava muito tempo deitada, não pulava, quase não corria. Foi então que foi diagnosticada displasia severa (Grau E ou HD +++). Foram feitas duas longas e complicadas cirurgias (Osteotomia Tripla Pélvica) para tentarmos dar uma melhor qualidade de vida a ela. Depois de recuperada com bastante fisioterapia foi feita a castração, pois de maneira nenhuma essa cachorra pode ser reproduzida e passar essa genética para frente.
Hoje Brownie é aparentemente perfeita!! Corre e brinca como todas as outras Borders.
Não faz agility, pois não queria arriscar ela forçar nada e garantir que ela tenha uma vida saudável para sempre, já que as cirurgias foram bastante complexas.

Adora nadar. Sempre vai aos passeios ao lago e aproveita bastante. Quem não sabe da história dela nem desconfia que passou por tantos problemas.

Não tenho nenhum receio em dizer que tenho uma Border displásica, pelo contrário, faço questão de mostrar e que sirva de exemplo para todos. Não bastam os pais parecerem isentos de displasia, isso tem que ser comprovado através de laudo radiográfico.